Josh e Nastya não é o tipo de casal que um tem problemas e outro
ajuda. Que um sofre e o outro tenta o resgatar desesperadamente de
qualquer coisa que tenha acontecido. Não é essa história. A
história é de um casal horrivelmente destruído, em todos os
sentidos. Com segredos, receios e a tristeza os assolando o tempo
todo. Mas que ficam bem quando estão juntos. Destruídos, mas bem.
A história de Josh não é segredo para ninguém. Com 17 anos, já
não tem mais família e vive sozinho no mundo. Nastya é o mistério
que se esconde atrás de roupas exageradamente curtas, calçados de
salto agulha e quilos de maquiagem. E, o mais torturador, ela se
recusa a falar.
A maneira como a relação entre os dois evolui é de tirar o fôlego.
Eles não precisam salvar um ao outro, porque sabem o que não é
poder ser salvo. Eles nem tentam. Não conseguem. Não podem. Porque
já estão destruídos demais para tentar reconstruir um ao outro.
Então eles simplesmente vivem um ao lado do outro.
Nastya e Josh atraem de modo impossível. Os segredos, toda a
situação em que os dois se encontram, a tristeza forte e frases
capazes de abalarem as estruturas do leitor fazem desse livro uma
leitura agradável e viciante. Intrigante.
"Naquele
momento, eu sei o que ele me deu, e não é uma cadeira. É um
convite, uma mensagem de boas-vindas, a confirmação de que sou
aceita aqui. Ele não me deu algo para me sentar. Ele me deu um
lugar."
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