domingo, 29 de dezembro de 2013

Resenha: Perdão, Leonard Peacock de Matthew Quick


Perdão, Leonard Peacock. O que eu chamaria de inovador.
Primeiramente, a história: Leonard Peacock é um adolescente que decide matar no dia de seu aniversário de 18 anos o seu ex-melhor amigo, Asher Beal, e depois se matar com a arma nazista P-38 que herdou de seu avô.
A maneira como a história se desenrola é incrivelmente envolvente, tanto que eu o li em apenas dois dias. O tempo todo é abordado os motivos que levaram Leonard Peacock a querer matar seu amigo e a si mesmo. Intercalando presente, passado e futuro, você se vê completamente preso às palavras profundas e revoltosas de Leonard Peacock e a seus motivos completamente compreensíveis.
Uma trama envolvente lotada de mistérios que o faz perder o fôlego em algumas passagens. Algumas vezes, abordado de maneira confusa e, dessa maneira, o deixando com maior curiosidade para descobrir os maiores mistérios: Por que Leonard decidiu matar aquele que já foi seu melhor amigo? O que aconteceu entre os dois que o levou a esse extremo?
Contudo, eu pensaria bastante antes de recomendá-lo a alguém. É a espécie de livro que você não sabe o que esperar da reação da pessoa que o lerá, se ela irá considerá-lo algo genial e entender os motivos de Leonard, até mesmo se identificar, ou não gostará da maneira como todos esses motivos são colocados em algumas páginas amareladas.
Eu o dou quatro estrelas, porque faltou alguma coisa, em minha opinião. É um livro bom, agrupando todas essas características que eu atribui a ele, entretanto, para mim faltou alguma coisa. A escrita não deixou a desejar, muito menos a elaboração do personagem ou a história em si. Simplesmente faltou alguma coisa, a qual eu não saberia dizer. Em suma, é um livro ótimo.