Se ao olhar o título espera-se um
livro pesado e forte, o que está escrito nessas páginas retira toda
essa impressão. Fiquei assustada, confesso. Assustada com a
genialidade do autor e com as palavras calculadamente arrumadas para
serem lidas com fluência.
“O dia em que matei meu pai”, de
Mario Sabino, é um livro curto e de narrativa envolvente. Relata,
principalmente, os motivos que levaram o protagonista a matar seu
pai. Embora eu tenha pensado em motivos fracos e poucos convincentes
ao ver a premissa do livro, deliciei-me com a realidade de que o
autor sabia o que estava fazendo. E fez os motivos dignos do ato.
Com questionamentos filosóficos e
contato personagem-leitor muito evidente no decorrer do livro, você
se vê seduzido por uma história trágica e lotada de verdades.
Assustador do início ao fim, o ato de abandonar a leitura poderá
ser equiparado a um sacrifício quando se trata de “O dia em que
matei meu pai”. Leitura excelente e genial.
"E
talvez não exista mesmo uma verdade íntegra, sólida, com encaixes
perfeitos. E talvez a verdade não passe disso, de um amontoado sem
ordem de meias-verdades.”
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