Com a conhecida frase “Não julgue um menino pela cara” escrita
no verso do livro “Extraordinário”, R. J. Palacio convidou milhares de leitores
ao redor do mundo a entrarem no incrível universo de sua obra singular. O livro
relata a história de August Pullman, garoto que nasceu com uma deformação no
seu rosto, apesar de nunca ter tido nenhuma deficiência em sua mente. Ele é um
garoto de dez anos como qualquer outro: anda de bicicleta, come sorvete, joga videogame.
A sua vida muda drasticamente mesmo quando ele entra para a escola no quinto
ano; novas emoções, bullying, traições, amigos, inimigos.
As narrações do livro são intercaladas em oito partes, com
diferentes personagens relatando suas próprias vidas e participando ativamente
da história central. E é através dessa troca de narradores que é possível perceber
inúmeras lições de vida implícitas na história. Cada personagem conta sobre o
seu problema — seja a pobreza ou pais que não dão atenção — e pode-se tirar
mais de uma lição. A interpretação é realmente do leitor. Ou aprende-se que não
tem uma escala comparativa entre os seus problemas e os de outras pessoas ou
aprende-se que sempre há alguém com problemas muito mais sérios que os seus,
mas que lida muito melhor que isso.
Cheio de lições, emocionante, engraçado e inspirador, é
provavelmente uma das minhas melhores leituras. Uma sensação de vazio enorme me
preencheu quando eu cheguei à última página. Auggie tinha se tornado o meu
amigo especial, que me fazia rir, chorar e aprender. Um livro que tirou um
pedaço meu e o trocou por outro muito melhor, muito mais sábio e entendido.
É uma leitura obrigatória e, sinceramente, extraordinária.
“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez
na vida, porque todos nós vencemos o mundo.” — Extraordinário, R. J. Palacio.
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